Os restaurantes e hotéis de Ponte de Lima vão oferecer sobremesas e estadas com desconto no âmbito de um programa de animação turística da época baixa desenvolvido pela Câmara local. De acordo com fonte da autarquia liderada por Victor Mendes, o projeto "Em Época Baixa Ponte de Lima em Alta", que "é sinónimo de lazer, cultura e gastronomia", pretende mostrar aquela vila como destino turístico, nomeadamente com a realização de feiras temáticas, até março.
"Ao contrariar a tendência sazonal, mantendo a atratividade turística do concelho 'em alta', estes eventos visam igualmente incentivar e criar novas oportunidades para a economia local, preservando e valorizando o que de melhor se faz no concelho", explica o município.
Assim, ainda segundo a autarquia, no decorrer das feiras temáticas, de 25 de janeiro a 9 de março, "vigorarão campanhas especiais de alojamento", com 15% de desconto nos hotéis e casas de turismo, além da "oferta do leite-creme por cada dose" nos restaurantes igualmente aderentes.
Entre as seis exposições e eventos agendados para este período contam-se temas como casamentos, gastronomia, crianças ou ambiente e energia.
"A sustentabilidade económica deste projeto baseia-se na sua vasta abrangência, face à oferta de condições especiais de estadia", aponta a autarquia.
A apresentação do projeto "Em época baixa Ponte de Lima em Alta" está agendada para 31 de janeiro, dia em que obre portas naquela vila a terceira edição da Feira do Bacalhau de Cebolada, um dos eventos que integram o plano de animação.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
É difícil fugir aos centros comerciais
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| Se não conseguir fugir, opte pelo Eataly... |
É difícil fugir aos centros comerciais, sobretudo agora
que há quem queira comprar muita coisa em pouco tempo. E nessas jornadas de
comércio moderno, por atacado, também há que tratar da barriga. A oferta não é
boa. Pelo contrário. Mas o pessoal tem de se desenrascar com o que há. Houve em
tempos uma honrosa exceção no CascaiShopping, o saudoso Mesón Andaluz, mas o
proprietário decidiu procurar nova localização lá para os lados da Travessa do
Alecrim, em Lisboa, e fiquei sem referências.
Um destes dias fui ao Allegro, a Alfragide, tratar de uns
presentes (parece que é feio dizer-se “prendas…) e, chegada a hora do almoço,
optei pelo Eataly, usando uma lei que quase sempre se verificou verdadeira em
diversas partes do Mundo: há um restaurante italiano, há pizzas, massas, não se
passa fome!
Bom, este Eataly é aberto para o exterior, mas entre as
suas “três paredes” cultiva alguma pretensão, na decoração, no mobiliário e nos
utensílios. Não tem ambiente de plástico. E o que faz passar alguma confiança
para o comensal é a existência de um grande forno de pedra, que domina o
espaço, onde os “chefs” vão deitando
massa a cozer.
Para começar veio uma focaccia (2,20). A massa era
estaladiça, por cima tinha um leve fio de azeite e alecrim. Normalmente, não
sou muito de “focaccias”, por isso não tenho termos de comparação, mas esta
estava bastante comestível. Belo toque aromático lhe dava o alecrim.
Como pizzas há muitas - a maior parte delas, em Portugal,
deixam muito a desejar, porque quem as faz preocupa-se em carregar o recheio,
mas descuida a massa – optei por um risoto porcine (8,90), assim como uma
espécie de prova real: quem não o sabe confecionar não pode ter a pretensão de
abrir um “italiano”.
E a verdade é que o pessoal do Eataly não inventa. Faz um
risotto decente, que não enjoa, como alguns em que é notório o uso abusivo do
queijo e da manteiga. Cogumelos tinha e trufas também, como manda a receita.
Comeu-se bem.
Moral da história: se tiver mesmo de ser e a opção for
comer num centro comercial, este Eataly deve ser considerado como hipótese.
Porque há outros “eatalies” noutros shoppings. A.V.
Eataly
Centro Comercial Allegro, loja 148
Alfragide
2790-045 Carnaxide
Cartões – Aceita
Preço médio – 15 euros
Aberto todos os dias
Estacionamento grátis
Notas (1 a 5)
Qualidade da refeição: 3
Serviço: 4
Preço: 3
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Pois está Claro!
| O espaço, para além de Claro, é simpático e acolhedor |
Gostava de não levantar falsas expectativas, mas, pronto, cá
vai: penso ter encontrado o melhor restaurante de Lisboa e arredores (... fica
em Paço de Arcos). Será só entusiasmo, o entusiasmo da experiência que tive no
“Claro!”? Sim, admito que pode ser. OK, não serei tão assertivo, até porque definir
“o melhor” é sempre subjetivo. Portanto fico-me por “um dos melhores”. E sobre
isso não cedo, venha quem vier. É que já há algum tempo não era posto à prova como
neste restaurante, feito de uma cozinha intrinsecamente portuguesa, aparentemente
simples e, no entanto, tão imaginativa e apelativa às sensações. Em Lisboa, talvez
só nos inícios da “Bica do Sapato” e do “Assinatura” ou um pouco no atual “Bel Canto”
tenha sentido tanta emoção com a sabedoria de um chef em conjugar texturas e
sabores. Voltou a acontecer agora com Vítor Claro, o responsável por este
espaço que baptizou com o próprio apelido.
O “Claro!” ocupa
um espaço privilegiado no Hotel Solar Palmeiras, onde chegou a funcionar um “Cocagne”
que nunca visitei. Mesmo em cima da marginal, em frente ao mar, a vista é, como
se pode imaginar, magnifica. O interior não é tão vasto como a panorâmica, mas
ainda bem. No bom tempo, é complementado por uma esplanada. Tudo muito bonito,
mas é da cozinha que sai o melhor da casa. E a cozinha está a cargo do referido
Vítor Claro. Não vou aqui fingir, como muitos dos meus colegas “aconselhadores”
de restaurantes, que sou intimo do chef, que o conheço de ginjeira, que somos
amigos do peito. Nada disso. Nunca o tinha visto. Mas já vi do que é capaz e pressenti
nele uma paixão pelos pratos que depois se sente no paladar. Também li que
percorreu as melhores cozinhas e aprendeu com os melhores cozinheiros. É tudo o
que interessa saber.
Mas vamos à comezaina. O
restaurante funciona com menus compostos por vários pratos e, ao fim-de-semana,
com um de cozido à portuguesa. Como fui num sábado, aconselharam-me o menu do
cozido. Aceitei. Já a minha companheira quis amplificar a primeira experiência
para provar o “menu do almoço”. Seguiu-se então um desfile de mimos gourmets
fabulosos. Veio um pequeno prato (do menu do cozido) que dividimos. Uma fatia
de presunto da beira baixa, outra de panceta e uma ameixa recheada com patê.
Abriu o apetite. Depois, uma oferta extra menus, com o chef a fazer questão de
experimentarmos o ex-libris da casa, o bacalhau à Conde da Guarda – uma espécie de pastel de bacalhau sem
fritura, em dueto com tomate migado –, tão simples, mas tão saboroso que nos
rendemos. E pronto, estávamos preparados para o banquete que incluiu raia em
caldeta de ervas, caldo do cozido com foie gras, peixe do dia (seria
salmonete?) acompanhado com cozido de grão e o cozido propriamente dito, um
“cozido de autor”, com os componentes do tradicional, mas elevado a outro
patamar. Só visto e só provado.
A boa
notícia é que se come como rei a preço de plebeu. O menu do cozido custa 23
euros e o menu de almoço fica por 20 euros (prato principal), 22 euros (entrada
ou sobremesa e prato principal) ou 24 euros (entrada, prato principal e
sobremesa). A água e o café estão incluídos, bem como o pão, feito na casa, que
é outra perdição, de tão quente e guloso. Ao jantar os preços crescem, tal como
o banquete. Assim, o “menu de estação” composto por 6 pratos, fica em 35 euros,
enquanto o “menu de degustação”, com 9 pratos, vai aos 60 euros. O vinho é à
parte e há muito por onde escolher, mas há também boas sugestões diárias, todas
a 3 euros o copo ou 13 euros a garrafa. Em nenhum outro local, com este nível,
se praticam preços assim. Acreditem. L.M.
“Claro!”
Av. Marginal, Curva dos Pinheiros, Hotel Solar Palmeiras
2780-749 Paço de Arcos
Telefone – 214414231
Cartões – Aceita
Preço médio – 30 euros
Aberto todos os dias até às 22h30
Estacionamento – Privado
Notas (1 a 5)
Qualidade da refeição: 5
Serviço: 5
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Dom Prego reina
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| No Dom Prego tem a possibilidade de comer ao ar livre |
Quando quero
uma refeição boa, barata e rápida, perto de casa, já sei o que escolher e onde
ir. Vou ao D. Prego, na Parede.
Antes de
haver “fast food”, os portugueses que queriam poupar dinheiro ou tempo (ou as
duas coisas), optavam pelos populares “pregos” ou pelas “bifanas”,
habitualmente servidos em carcaça. Só que, muitas vezes, havia desagradáveis
surpresas: escondida entre o pão era colocada carne de qualidade duvidosa,
cheia daqueles “nervos” irritantes. Havia, digo bem, porque, a partir de certa
altura, o “prego” ganhou importância entre as nacionais opções gastronómicas e
saltou para o prato, saindo reforçado nos acompanhamentos. E a carne passou a
ser obrigatoriamente de boa qualidade, por se revelar em toda a sua plenitude.
No D. Prego
(que antes foi Rui dos Pregos, casa nascida famosa lá para os lados do Cacém),
a carne vem cortada muito fina e cobre praticamente o prato, a “molhanga” é um
dos segredos e, apesar de não primar pela boa aparência, acreditem que dá ao
petisco um paladar primoroso. A acompanhar, as obrigatórias batatas fritas
(boas), pickles (muitos), azeitonas e ovo estrelado (opcional) – para além de
muitos alhos esmagados, um “must”. Existe a versão do “prego” para crianças,
que só traz a carninha, batatas e o ovo.
Com uma
imperial (ou duas), a festa fica barata.
Se o fundo de
maneio for mais avultado, podem abrir-se as hostilidades com um camarãozinho de
Espinho, que na casa sai com frequência e é sempre fresco. Como foi o caso.
Enfim, por
menos de dez euros/cabeça sai-se do D. Prego a reinar e com vontade de voltar.
A.V.
DOM PREGO
Avenida da
República, 1552 B
Parede
(Cascais)
Telefone:
214570418
Cartões:
aceita
Preço médio:
10 euros
Estacionamento:
público (difícil)
Aberto todos
os dias
Notas (1 a 5)
Qualidade da refeição: 4
Serviço: 4
Preço: 5
Qualidade da refeição: 4
Serviço: 4
Preço: 5
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Há de tudo como no mercado
| As (poucas) mesas disponíveis não atrapalham o bom gourmet |
Custou mas foi. A abertura do “novo” Mercado de Campo de
Ourique foi uma saga que me deixou esgotado. No início do verão começaram a
circular notícias de que no melhor bairro lisboeta (ok, sou suspeito por definir
assim o sítio onde moro...) ia abrir uma série de quiosques com petiscos ao
lado das bancas de produtos frescos (peixe, carne, legumes, frutas, entre
outros) já existentes no local. E isto à imagem do famoso Mercado de San Miguel,
em Madrid, este uma perdição de “tapeo” nas suas mais variadas e gloriosas
formas. Assim, perante a perspetiva de ter tal coisa à mão de semear, cedo
comecei a contar os dias até à inauguração. Mas foi duro. O verão passou e
nada. A inauguração chegou a ser apontada para setembro, depois passou para
meados de outubro, teve data marcada no início de novembro e só abriu, já
perante a desconfiança geral, no dia 26 desse mesmo mês, o de novembro para
quem já se perdeu. Mas valeu. Valeu a espera, a pena e valeu a aposta de quem
teve a ideia, pois será rapidamente o “spot” mais concorrido de Lisboa,
esperando que isso, entretanto, não o estrague.
Quem
conhece o irmão mais velho madrileno já sabe o que o espera. E não ficará
desiludido, mesmo que sinta falta de algum “salero” que no outro se sente por todos
os cantos. Seja como for, o “Mercado de Campo de Ourique” tem correspondido a
todas as expectativas nestes poucos dias de pleno funcionamento. O bom gosto na
decoração dos 16 quiosques (embora haja um, a “Pastelaria” que ainda não tem
dono) é uma evidência, e a escolha do que cada um tem para oferecer foi
acertada, ainda que possa haver desequilíbrios, sobretudo no desembaraço com
que os clientes são servidos. A ideia é comprar os petiscos mais apreciados e ficar
a degustá-los no balcão ou, mais difícil, nas mesas (poucas) existentes a meio
do recinto. E, já agora, convém ir sem pressas ou cheio de impaciência. Nenhuma
faz com que arranje lugar sentado ou que seja atendido mais depressa. Há que
desfrutar deste local ímpar na capital, no melhor bairro do mundo (e, desta
vez, não sou eu que o afirmo, é a insuspeita Monocle http://monocle.com/magazine/issues/68/).
Ficam,
então, as minhas primeiras impressões sobre cada espaço. E estas são sempre as
decisivas, até porque, como dizia o outro, não há uma segunda oportunidade para
causar uma boa primeira impressão...
Charcutaria Lisboa:
Uma das “tasquinhas” mais concorridas, sobretudo por causa das travessas
generosas de queijo, enchidos, pão e azeite, que servem um pequeno grupo a
preços entre os 15 e os 30 euros.
Chef do Mercado:
Petiscos de autor. Pode surpreender pela diferença. Supostamente também se
dispõe a preparar pratos com produtos comprados no mercado, mas não vi o
conceito em prática, nem me parece exequível com tanto movimento.
Hamburgueria U-Try:
Bons hambúrgueres e umas batatas fritas, de pacote, a fazerem lembrar a
infância, quando tudo tinha mais sabor. O problema é que, com aquela oferta à
volta, arrisca-se a ter menos atenção.
Praça japonesa:
Para quem estiver enjoado de petiscos portugueses, eis uma opção saudável de
sushis e sashimis.
Petiscaria 2 à
Esquina: Já existia na zona da Almirante Reis e abriu agora este segundo
espaço. Petiscos óptimos como na casa original, mas um serviço “atrapalhado” ao
contrário do que sucede na primeira. Se nada fizer, é um sério candidato ao
prémio “vamos andar à toa quando isto apertar”.
Empaderia:
Conceito já existente em diversos centros comerciais. Apesar disso, não deixa
de ser interessante.
Joe’s Shack Menu:
Um “americano” com tudo a que temos direito, desde chicken wings às BBQ Ribs.
Também para desenjoar do petisco nacional.
Mercado do marisco:
Marisco bom e relativamente barato. Com pratinhos de camarão, percebes, entre
outras iguarias a puxar a cerveja. Complementa com uma champanheria que vende,
para além do precioso líquido, umas ostras fresquissímas a 2 euros a unidade.
O Atalho: É, de
longe, o mais procurado. A ideia é boa: grelhar carne que o cliente pode
escolher da vitrina, tudo com uma boa apresentação final.
Gelati di chef:
Gelados de autor, para completar a refeição.
Para além das tasquinhas de comida há as de bebida. Uma de
vinhos (à garrafa ou a copo, mas com poucas escolhas), uma de cocktails (os
diferentes gins são uma perdição...) e outra de cerveja, destacando-se esta pelos
baldes cheios de gelo com cinco minis lá dentro, por apenas uma nota de 5
euros. Os preços baixos são, aliás, outro factor de atração, bem como a
possibilidade de se poder petiscar fora do horário das refeições. L.M.
Mercado de Campo de Ourique
Rua Coelho da Rocha
1350-075 Lisboa
Telefone: 213962272
Cartões: aceita (também há multibanco no mercado e nas ruas
adjacentes)
Preço médio: depende da escolha dos quiosques, mas
petisca-se e bebe-se bem por 10 euros, e vai-se longe por 20. A partir daí, a
festa é total.
Estacionamento: Difícil na rua, mas há um parque mesmo em
frente, por baixo da igreja do Santo Condestável.
Aberto de domingo a quarta-feira até às 23h00 e de
quinta-feira a sábado até à 1h00
Notas (1 a 5)
Qualidade da refeição: entre 3 e 4
Serviço: de 2 a 5
Preço: de 3 a 5
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
O Faustino do Parque dos Poetas
![]() |
| A fachada do recomendável Faustino |
Ali
no eixo Paço de Arcos-Oeiras, muitas casas de comida adotam o nome do criador,
o que facilita a sua referenciação, por não haver aquelas designações cheias de
“nove horas”, extremamente confusas. Muitas vezes o nome até é grande, mas a
qualidade curta…
Segundo
reza a história, o Faustino - o sr. Faustino, já agora – dedicava-se às artes
da pesca e decidiu abrir um negócio para partilhar com os clientes o excelente
peixinho que apanhava. Mais tarde, o filho continuou a atividade e transformou
o restaurante naquilo que é hoje, um local onde se come bem, mas se torna
difícil ter mesa sem marcação, porque a clientela abunda.
Antes,
podia dizer-se que a casa ficava no meio do nada, no cimo de Paço de Arcos, mas
agora, com a finalização do Parque dos Poetas (autoria do autarca que
“isaltinava” e atualmente ajuda a governar a partir da prisão), a zona até está
a ficar bem supimpa.
A
sala principal do Faustino é confortável, formal q.b., frequentada por pessoal
das empresas da Quinta da Fonte à semana e famílias ao sábado.
Ali,
o que vem do mar domina.
Para
começar, uma sopa rica de peixe (12,90). Para quem gosta de partilhar, pode
fazê-lo à vontade, a dose dá para dois pratos sem queixas quanto à quantidade.
O conteúdo estava irrepreensível, com variedade na oferta, que incluía frutos
do mar. Mas o caldo ainda era melhor, com o tempero certo. Mnham, mnham!
A
seguir, pregado frito (10,90), prato que nem todos os restaurantes estão aptos
a servir. Primeiro, há a dificuldade na compra do peixe ao fornecedor certo,
depois o corte e a preparação, a seguir a fritura – tudo artes que o nosso
Faustino domina. Comeu-se com prazer, mesmo aquelas pontas que algumas bocas mais
esquisitinhas às vezes deixam de lado.
Mas
como nem tudo é perfeito, houve um “pormenor”: o acompanhamento. A principal
opção era a tradicional açorda, a alternativa o arroz de feijão. Como dispenso
açorda, optei pelo arroz… que não satisfez inteiramente. Com peixe frito,
decididamente, vai melhor o arroz de tomate.
Nada
de grave, o Faustino está mais do que aprovado. As sobremesas ficaram para
outra oportunidade, que era sexta-feira e o pessoal precisava de trabalhar à
tarde. A.V.
O Faustino
Rua
Gazeta de Oeiras, 88
2780-171
Oeiras
Telefone
- 214 417 747
Cartões
– aceita
Preço
médio – 20 euros
Estacionamento
– público (difícil)
Encerra
aos domingos
Notas (1 a 5)
Qualidade
da refeição – 4
Serviço
– 4
Preço - 4quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Petiscar com style
| Uma sala agradável e onde se apreciam bons petiscos |
Tenho um problema com as “novas” casas de petiscos. Mas não
me interpretem mal. Adoro o conceito. Aliás, lamentava quando praticamente não
existiam em Lisboa. O problema é que se tornaram moda e, como qualquer moda, começa
a enjoar quando em excesso (o mesmo diria das hamburguerias...). O pior é que, ao
contrário do que indica a essência do nome, não se “petisca” na maioria destas casas,
almoça-se ou janta-se. Petiscar, como se sabe, é a qualquer hora e muitas das chamadas
tabernas “modernas” só abrem para as grandes refeições do dia. Apetece uma
comezaina a meio da tarde? Então tenha-se um roteiro à mão para saber quais
estão abertas. É que são poucas. E isso – mais o facto de muitas delas serem
perfeitamente banais – tem feito com que me fosse afastando das mesmas.
Dito isto, foi com desconfiança que entrei no “Flores do
Bairro”, o restaurante do Bairro Alto Hotel, na Praça de Camões, em Lisboa, que
já passou por várias transformações até chegar ao ponto a que chegou: um espaço
moderno, mas despretensioso, com uma carta onde se privilegia o petisco, embora
com possibilidade de optar por pratos mais substanciais. Ao hotel já tinha ido várias
vezes (e ficamos por aqui...), ao restaurante é que não. Mas em boa hora fiz a
visita.
É que, ali, os petiscos são tratados com sabedoria e reinventados
sem comprometer a receita tradicional. Os pratos de carne e de peixe chamavam a
atenção, mas a aposta recaiu na secção “para picar”. Éramos dois e cada um
escolheu outros tantos petiscos. Eu fui pela “açorda de lascas de bacalhau,
pimento vermelho e ovo escalfado” (8 euros) e pelo “corridinho de ovos mexidos
com croutons e lascas de presunto” (3,75). A companheira pelo “ceviche de
corvina coentros e coco” (12,50) e pela “salada de polvo com pimentos e coentros”
(7,50), mas ainda ali havia umas pataniscas, uns peixinhos da horta, uma
morcela com maça, entre outros, que ficaram debaixo de olho e para a próxima.
Sim, porque depois de experimentar as deliciosas iguarias que saíram daquela
cozinha, haverá certamente uma próxima vez.
| Um local muito interessante num bairro especial |
A açorda de bacalhau, servida num pequeno pote preto, estava
simplesmente divinal. Os ovos, que podem arruinar a carreira de um cozinheiro apesar
de serem coisa simples, eram suculentos e realçavam um sabor que não consegui
identificar. Já o coco anunciado no ceviche provocava dúvidas, mas acabou por
resultar em pleno, dando ainda maior frescura à receita. A própria salada de
polvo pouco prometia, mas também foi uma surpresa de tão boa e diferente do
habitual.
Dois copos de vinho e mais duas sobremesas (excelentes os
quatro) encareceram a refeição (os cafés, a preço de hotel – 2,50 euros –
também ajudaram) que ficou em cerca de 60 euros. É caro, sim, mas tirando estes
“extras” seriam menos 25 euros, ou seja, pode-se petiscar ali, e bem, por 35
euros o casal. Nada mau para restaurante de um dos hotéis mais requintados de
Lisboa.
A repetir, sem dúvida, e com a possibilidade de, depois do
“picanço”, subir ao último andar do Bairro Alto Hotel para tomar mais qualquer
coisa numa das melhores esplanadas da capital. L.M.
Flores do Bairro
Praça Luís de Camões, 2,
1200-243 Lisboa
Telefone: 213408252
Cartões: sim
Preço médio: 25 euros
Almoço das 13h00 às 15h00 (tem “menu executivo” a 18,50
euros)
Jantar das 19h30 às 23h00
Estacionamento: há serviço de valet parking
Notas (1 a 5)
Qualidade da refeição: 4
Serviço: 4
Preço: 3
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