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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Não é (só) mais uma Tendinha



Disse-me uma amiga que “A Tendinha”, no centro histórico de Oeiras, era uma tasca onde ela e alguns amigos bebiam umas cervejas nos idos de 80. Porque era barato, porque havia poucas alternativas e porque a localização dava jeito a todos. Mas nada a caracterizava especialmente, nem nessa altura, nem três décadas antes, quando abriu portas (1954). E, aos poucos, com as andanças da vida, foi caindo no esquecimento da amiga e dos amigos dela. Entretanto, não sei que transformação foi operada na “Tendinha”, mas o certo é que começou a aparecer nas páginas de jornais e revistas. E de uma forma tão elogiosa que surpreendeu essa tal amiga. Fomos então investigar...

À entrada senti logo que aquele local ia ser especial. O espaço é pequeno e acolhedor (28 lugares), mistura de restaurante, cervejaria e, sobretudo, tasca, e defino-o assim com toda a admiração. Mas há uma satisfação geral na cara dos comensais e um à vontade dos mesmos – não confundir com intimidade – que apetece logo experimentar. Não há menus encadernados, mas há ardósias na parede com as ofertas da casa. E as ofertas são variadas e podem ser surpreendentes para quem ainda não está familiarizado. A começar nas entradas que incluem ostras (!), amêijoas, percebes (quando os há), sapateiras e gambas, estas, frescas e rechonchudas, vendidas num pequeno prato por 5,50 euros, mesmo boas para partilhar e começar a despachar umas imperiais.


Depois, ao que parece, a malta vai ali comer bife, cuja fama é a de ser tenrinho. Um (9,75 euros) dá para dois, meia dose (8,75) para um. A última foi a minha escolha, apesar da diferença de apenas 1 euro. E, de facto, percebe-se a preferência geral, pois este bife distingue-se por ser verdadeiramente macio. O molho, com muito alho, dá-lhe um sabor extra e as batatas, bem fritas, amarelinhas, complementam-no na perfeição, tal como o ovo estrelado. Estou a escrever e já a salivar só de memória... Mas, atenção, esta não é a única (e boa) opção. Há, por exemplo, um excelente caril de gambas servido em casca de coco, tachinhos de arroz de tamboril, de polvo e de bacalhau (todos para duas pessoas ao preço de 14,50 euros), feijoada de gambas, massinha de peixe, polvo à lagareiro, entrecosto com amêijoas e por aí fora. Muito para escolher com a certeza de acertar sempre, pois tudo é bem confeccionado.

O vinho da casa, em jarro, é adequado ao espírito do local, pelo que é uma boa opção, embora haja outros disponíveis, de marca. O serviço é rápido e simpático. Quanto aos preços, são um pouco mais altos do que seria de esperar de uma tasca (repito, com toda a admiração pelo termo), mas também não se espera de uma tasca, que, no fundo, até é restaurante e cervejaria, refeições com tanta qualidade. Ainda assim, o almoço ou o jantar fica entre os 12 e os 15 euros, embora possa subir a mais de 20, caso se complemente a refeição com marisco. Dica para arranjar mesa: ao almoço é chegar logo pelas 12h30 ou a partir das 14h00. Ao jantar, reserve-se.


Tendinhas há muitas – uma pesquisa na net indica-nos várias pelo país –, mas esta, a de Oeiras, é especial e vale uma visita. Regada e demorada, de preferência. L.M.


 “A Tendinha”
Rua Rodrigues Freitas, 5
2780-293 Oeiras
Telefone – 212401739
Cartões – o multibanco “está avariado”
Preço médio: 15 euros
Aberto todos os dias até à meia-noite
Estacionamento – público


Notas (1 a 5)
Qualidade da refeição: 3
Serviço: 3
Preço: 4

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Desconcertante Xico


O Xico, em Paço de Arcos, tem um problema indecifrável, quando visto de fora: afinal, é o quê? Café? Pastelaria? Restaurante? Cervejaria?

Bom, apesar do pretensiosismo, o Xico pode ser isso tudo, porque está dividido em várias salas, onde os ambientes se cruzam. Para quem lá entra pela primeira vez será mais uma cervejaria descontraída, mas, observada a carta, com pratos tipicamente portugueses, não há dúvida, trata-se de um restaurante. Confusos? Também eu!


As opções são muitas e, de acordo com os padrões mais populares, contemplam doses e meias-doses (aqui para nós... chegam perfeitamente). Como íamos à procura de carne, a escolha do dia foi óbvia: cabrito à padeiro e leitão, este por ter sido assado na casa, iniciativa que diz bem da ambição do Xico.


Vamos por partes. O cabrito era tenro, o que se revelou um trunfo poderoso; o arroz de miúdos estava solto e as batatas consistentes, com aquela cor que não engana: tinham passado o tempo certo no tabuleiro de barro. Benditos 11 euros!


Quanto ao leitão, a conversa mudou de figura. Assá-lo não é decididamente para todos. Nem mesmo para o Xico de Paço de Arcos. A partir do momento em que a pele não vem estaladiça está tudo estragado. Quem me manda a mim arriscar no leitão fora da Mealhada?!
Resumindo: em frente à Escola Náutica, come-se um belo cabrito à padeiro. O resto faz de conta que não aconteceu. A.V.


Café O Xico

Av. Eng. Boneville Franco, 18
2780-567 Paço de Arcos
Telefone - 214434786
Cartões - aceita
Preço médio: 17 euros
Encerra às terças
Estacionamento - público


Notas (1 a 5)

Qualidade da refeição: 3
Serviço: 4
Preço: 3