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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dom Prego reina

No Dom Prego tem a possibilidade de comer ao ar livre
Quando quero uma refeição boa, barata e rápida, perto de casa, já sei o que escolher e onde ir. Vou ao D. Prego, na Parede.
Antes de haver “fast food”, os portugueses que queriam poupar dinheiro ou tempo (ou as duas coisas), optavam pelos populares “pregos” ou pelas “bifanas”, habitualmente servidos em carcaça. Só que, muitas vezes, havia desagradáveis surpresas: escondida entre o pão era colocada carne de qualidade duvidosa, cheia daqueles “nervos” irritantes. Havia, digo bem, porque, a partir de certa altura, o “prego” ganhou importância entre as nacionais opções gastronómicas e saltou para o prato, saindo reforçado nos acompanhamentos. E a carne passou a ser obrigatoriamente de boa qualidade, por se revelar em toda a sua plenitude.
No D. Prego (que antes foi Rui dos Pregos, casa nascida famosa lá para os lados do Cacém), a carne vem cortada muito fina e cobre praticamente o prato, a “molhanga” é um dos segredos e, apesar de não primar pela boa aparência, acreditem que dá ao petisco um paladar primoroso. A acompanhar, as obrigatórias batatas fritas (boas), pickles (muitos), azeitonas e ovo estrelado (opcional) – para além de muitos alhos esmagados, um “must”. Existe a versão do “prego” para crianças, que só traz a carninha, batatas e o ovo.
Com uma imperial (ou duas), a festa fica barata.
Se o fundo de maneio for mais avultado, podem abrir-se as hostilidades com um camarãozinho de Espinho, que na casa sai com frequência e é sempre fresco. Como foi o caso.
Enfim, por menos de dez euros/cabeça sai-se do D. Prego a reinar e com vontade de voltar. A.V.

DOM PREGO
Avenida da República, 1552 B
Parede (Cascais)
Telefone: 214570418
Cartões: aceita
Preço médio: 10 euros
Estacionamento: público (difícil)
Aberto todos os dias

Notas (1 a 5)
Qualidade da refeição: 4
Serviço: 4
Preço: 5




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

É tempo de salmonetes


Aprendi em Setúbal que os salmonetes devem comer-se quando a sardinha já não é boa. Meses sem “r” são os da sardinha, com ele reinam os salmonetes. Estando em outubro é mais do que tempo de os provar.

Para não haver surpresas a escolha foi óbvia, o Mar do Inferno, ali onde começa a rota dos restaurantes selectos da estrada do Guincho, mas cujos preços não pegam fogo no bolso.
O local é despretensioso, sem luxos, o serviço despachado (às vezes esquecido). Nele estão reunidas as condições para uma jornada gastronómica à maneira.

Para começar vieram uns percebes da Roca. Suculentos, impecáveis. Acrescentar mais comentários seria estragar.

Depois apresentaram-se os salmonetes. Boas notícias: quem estava na grelha sabia exatamente o que fazer e assim que a faca levantou a pele do peixinho, esta saltou integralmente, sinal de frescura e qualidade. A partir daí foi fruir “aquele” sabor (estão a ver, “aquele”…). As batatas com pele e os legumes salteados estiveram à altura.

A minha companhia escolheu lulas, que, disse, estavam um pouco rijas. Problema dela. Os 
meus salmonetes estavam ótimos.


Para rematar, um café medíocre da Lavazza. Ou a máquina não estava afinada ou o lote era fraco. Que a gerência resolva o problema, fiquei com vontade de voltar depressa. A.V.


Restaurante Mar do Inferno
Av. Rei Humberto II de Itália
2750-642 CASCAIS
Telefone: 214 832 218
Email: marinferno@netcabo.pt
Estacionamento: tem
Cartões: aceita
Encerra às quartas-feiras
Preço médio: 30 euros

Notas (1 a 5)
Qualidade da refeição: 4
Serviço: 4
Preço: 3